Sobre ser feliz todos os dias

Ele ri de mim o tempo todo, do meu jeito engraçado de falar inglês e do meu sotaque. Não consigo passar na frente do espelho sem fazer uma dancinha e sempre rimos muito enquanto nos arrumamos pra sair ou pra ir dormir. Enquanto ele se preocupa de não incomodar os nossos novos vizinhos, ensino que música boa tem que ser escutada no volume máximo e que dançar ao som de uma boa música torna ela melhor ainda. Rodamos até ficar tontos e depois morremos de rir por nada. E se tivesse que definir felicidade, naquele instante, seria descobrir que não é necessário ter motivos para sorrir.

Todo dia meu despertador toca às 6h, mas a gente só consegue levantar as 7h. E toda manhã, durante 1h adiamos o momento de acordar de verdade só pra sentir a felicidade daqueles dez minutos que separam uma soneca da outra. À noite, quando chego do trabalho, ele me oferece comida mesmo sabendo que não gosto de comer tarde da noite. Diz que vou ficar doente, que não tenho me alimentado direito, falando de ciência e nutrição como se soubesse do assunto mais do que eu, quando na verdade só quer dizer que me ama enquanto se interessa por assuntos que me fazem feliz.

O cheiro de lençol limpo, de cama forrada, a luz do abajur deixando o quarto com vontade de dormir. Ele pede para eu desligar a televisão, largar o celular e ficar olhando pra ele até pegarmos no sono. E  naquele momento, felicidade é o instante que separa o dormir do primeiro toque do despertador às 6h da manhã do dia seguinte.

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