A reforma acabou!

Nosso fim de semana foi cheio, no sábado o pintor terminou e começamos a ajeitar a parte elétrica, tomadas e interruptores. No domingo iniciamos a limpeza do apartamento e compramos todas as luminárias para instalar. Nosso fim de semana se resumiu a muito trabalho, ficamos exaustos, pois tinha muita coisa pra colocar no lugar. Mas no domingo ao ver que tava tudo quase limpo, a reforma finalizada, não conseguir conter as lágrimas. A gente esperou muito por esse dia! O apartamento ainda não está pronto para morar, pois falta alguns ajustes, mas só de pensar que a pior parte já passou, dá um alívio.

Hoje montamos o rack, essa semana montaremos a cama e já vamos levar para lá alguns itens básicos, para enfim entramos oficialmente como moradores.

 

Cannon - limpeza ap 013 Cannon - limpeza ap 028 Cannon - limpeza ap 031 Cannon - limpeza ap 037 Cannon - limpeza ap 038 Cannon - limpeza ap 054-tile

Quando você não está

Hoje é domingo e você não está. A falta que sinto é um presente na medida em que me lembra que você existe. Sentir a sua falta é a maior prova disso, você existe, além de mim. Saber que você não está é um presente, porque antes você não existia. Não além da minha esperança, não além do meu esperar.

Estou escrevendo agora, enquanto você não está, porque escrever sobre você me aproxima de ti. Parece mesmo que você estará me esperando ao final da página, sorrindo. Escrever-te é uma forma de nutrir tua presença, de me acalmar quando você não está aqui para fazê-lo, com seus dedos entre meus cabelos.

O seu abraço tem aquele conforto conhecido, aquele cheiro que acalma, aquele calor que convida para ficar mais um pouco e um pouco mais. E enquanto você não está eu quero guardar o seu toque, a delicadeza com a qual você vira as páginas, a leve inclinação do seu rosto, prestando atenção, em nós. Quando você não está gosto de lembrar que amanhã te protegerei do frio e da luz que inunda o quarto pela manhã, na curva dos meus ombros.

Você não está, mas virá, você ainda vem. Me gusta brincar com o tempo. Às vezes, me debruço pro futuro, meu exercício preferido. Admirar o futuro é como soltar uma amarração de balões de festa no ar. O futuro é essa imprecisão, essa boquiabertude, essa nossa pequenice diante da imensidão dos planos do destino.

Tão recente, tão improvável, tão docemente desconhecido. Seja bem-vindo. Só dessa vez, descumprirei as regras, não usarei a métrica lógica. Só dessa vez, não derramarei desculpas, não inventarei desvios, não usarei pontos finais na história. Que a nossa seja costurada pelo suspiro doce das vírgulas, que continuam, que nutrem a esperança, que calmam, que sabem esperar. Me aceite assim, sem ponto, sem medida, sem fim.

*esse texto não é meu, é do blog Palavra Crônica, blog de crônicas que eu sigo. Mas apesar de não ser meu, e de hoje não ser domingo, ele fala muito sobre mim, ou melhor, sobre nós. Achei pertinente a esse tumblr e a minha saudade de hoje.