Rotina que te abraça em dias difíceis.

Não é todo dia que eu acordo romântica. Mas é justamente nesses dias que a vida me mostra que tudo é mais fácil quando olhamos pro mundo com olhos de poesia.
Hoje foi um dia desses. Daqueles que falta coragem, animo e vontade. Fins de ano me deixam assim. A preguiça não queria me deixar sair da cama e nem de casa. Foi difícil, mas eu precisava ir e ainda bem que eu fui viu?
Foi tanto amor, tanto carinho recebido, tanta lição de vida, que se isso não for mensagem de Deus para mim, eu não sei mais o que é. Essa é a parte boa de trabalhar em hospital. Me senti abraçada pela rotina que as vezes é tão corrida e louca que não sobra tempo pra gente respirar todo amor que vem acompanhado com ela. Ainda bem que hoje eu consegui respirar isso, e cheguei em casa renovada, pronta para dar sempre o meu melhor pro mundo. E que eu possa respirar (e suspirar) sempre essa rotina de amor.

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À caminho do trabalho.

iphone julho 2014 007
A felicidade é uma coisa engraçada. Me peguei pensando nisso hoje, no divã carro à caminho do trabalho. Enquanto eu tentava me distrair das buzinas e do trânsito que estava mais caótico que todos os dias, o meu programa preferido da rádio chegava ao fim, e o que poderia ser um momento de desespero (visto que meu som resolveu não rodar mais meu pen drive do sucesso), de repente, se transformou em um momento único de felicidade: a locutora anunciou que encerraria a sexta-feira com a minha música preferida de uma banda linda daqui da terrinha. A felicidade veio da ineditariedade (essa palavra existe?) daquela banda estar tocando na rádio e de ser justamente a música preferida. Mombojó é amor. Não sei se são as melodias ou as letras e o sotaque recifense do cantor que me faz me sentir tão bem, tão viva, tão íntima daquilo que é cantado. E, ali mesmo, parada no trânsito, não me restou outra alternativa que não: ser feliz!